O QUE SE EXIGE?
DESEJO PROFISSIONAL E ALGUMAS FILOSOFIAS

  

Redação: Erika Dessler - São Paulo
28/11/2018

Referência: Freepik


Ao fazer uma releitura do passado, e nem precisa ir muito longe, é fácil se deparar com a tradicionalidade das escolhas em uma época pouco distante, mas já tão discrepante em relação as ações atuais que, embora seja o mesmo assunto e linha de pensamento, abre um abismo de conclusão.

Em uma síntese de outrora não havia muito o que explorar, o mais importante era entrar em uma "firma" boa, casar, ter filhos e envelhecer para dar lugar aos outros. Essa vertente da felicidade pessoal já foi moderna.

A evolução demonstra que, ainda que se encontre a satisfação plena, muito provavelmente surgirá outra possibilidade de encontrar o cume do êxtase.

Hoje, temos uma gama de necessidades, talvez muito mais complexa do que a realidade anterior mencionada.

Conseguir uma posição profissional exige que haja também um crescimento pessoal. A liberdade de antes se restringia a escolha previsível dos avós e dos pais, agora, é possível afirmar que a prisão não é antagônica à liberdade, e sim, um buraco que se expande na busca desenfreada pela felicidade.

Essa ideia, beirando meios obscuros, pode ser dissolvida ao analisar os objetivos da geração Millenium.

As inúmeras opções e iniciativas vendidas como algo que ¨só não se tem se não quiser¨, delibera diversos empecilhos para vivenciar a autonomia, de fato.

Os principais percalços podem ser encontrados no excesso de oportunidades, até então, inexistente lá nos primórdios. Entretanto, neste contraponto, é interessante observar que a expansão do fluxo de informações revela certo desespero nas escolhas, criando assim uma atmosfera nebulosa sobre metas simples e conquistas complicadas.

Neste paradoxo, tende-se reagir de acordo com a demandada, no entanto, com as ideologias influenciadoras que ostentam que o sucesso é fazer diferente, esmaga a capacidade individual.

Não há, neste ponto, a definição certa ou errada da afirmação, mas corrobora para compreender melhor os receios sobre arriscar.

Se antes o roteiro estava redondo e bastava apenas seguir o enredo, hoje, há a expectativa de escrever o próprio esquete.

Tanta autonomia gerou muitos rascunhos e medos. Essa paralisia diante de uma plateia aleatória e um tanto condescendente que, espera desses recursos humanos as mais altas descobertas desde Darwin, contraria o mercado pois, extingue talentos criativos.

O ideal é manter a racionalidade e filtrar as poções mágicas sobre satisfação.

Hoje podemos mais, por que não usufruir?

Portanto, carregar o peso do autoconhecimento já se faz suficiente até a próxima geração.

Se conhecer altera o todo.

Até logo!

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