MERCADO GEEK: A IMPORTÂNCIA DE VALORIZAR UM NICHO | 10 de Maio, 2018
O mercado tem se tornado cada vez mais abrangente, e com a miscigenação de tribos urbanas, nichar um negócio tem sido cada vez mais fácil e divertido. Recentemente, com o lançamento do filme Vingadores: Guerra Infinita, a cultura geek (tradução livre do termo “nerd”, em inglês) têm ganhado mais espaço no mercado, e, contando com um fenômeno denominado convergência de mídias, é totalmente acessível usar isso a seu favor- sendo consumidor, proprietário ou até mesmo um fã, que busque seu próprio empreendimento.

A princípio, convergência de mídias é a expressão utilizada para ilustrar o fato de que há uma troca de mercadorias em diversos mercados, como muitas franquias, por exemplo o próprio filme citado, Vingadores, que fora originado de uma HQ (história em quadrinhos), aprimorada para o cinema, expandida para jogos e reproduzida em brinquedos... As possibilidades são tamanhas acerca disso. Esse fenômeno também é conhecido por Tie In.

Além dessa tangência de mídias, há a vastidão de tópicos cabíveis na cultura geek: ficção científica, filmes, sérios, jogos, RPG (role playing game), computação etc. Esse fator foi explorado pelo portal Omelete, um dos principais da cultura nerd brasileira, um dos fundadores, Érico Borgo, assume sua inteligente jogada de abranger as mídias, pois se abordassem apenas quadrinhos, o número de visitas seria mais limitado, encaixar games e filmes foi o que lhes deu mais acessos- diz ele.

Outro fator extremamente positivo de ter um público desse nicho, é a fidelidade de fãs: essa cultura consiste no consumo de artefatos que remetam à suas séries, jogos e filmes favoritos, é definitivamente um dos mercados que mais consome e já é, em 2018, um mercado bilionário. Isso se prova com a proporção que os eventos tem tomado e o interesse desperto em tribos que sequer pertencem a esse grupo.

Abordar o mercado geek é um assunto que vai além de gosto, mas é um assunto que tange empreendedorismo puro. Trazer uma oportunidade de trabalhar com o que se gosta é revolucionário, ainda mais expandir uma cultura tão rica que viveu décadas em um subúrbio marginalizado, que agora, comemora uma epidemia de lucro.

Redação: Raquel Marconato - São Paulo
Copyright - Empresários de Sucesso - 2018 - Todos os direitos reservados